10 dicas para melhorar a alimentação das crianças pequenas

1 – Acertar a rotina.

Acertar os horários de café da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e talvez ceia vão te ajudar a promover auto-regulação e gerar menos ansiedade – tanto pra você quanto pra criança. Não é fácil, pode ter chororô, soneca sem almoço, almoço mais tarde, dia sem jantar, jantar com tv, fruta às 11 da noite, almoço requentado na janta… É um esforço contínuo, tem dias que nada dá certo mesmo e que essas situações acontecem. Abrace sua #MaternidadeReal, mas dê chance para que uma rotina se estabeleça.

2 – Antecipar a rotina.

Conversar sobre tudo o que vai acontecer em cada horário, e reforçar isso diariamente. Ensine o que é café da manhã, almoço, lanche e jantar, e o que se come e o que não se come em cada uma dessas refeições. Se não quiser participar da refeição principal, não precisa forçar, mas também não tem pão-biscoito-chocolate-sorvete-fruta ou qualquer outra coisa que ele queira que não esteja entre as opções do almoço. A criança deve entender que poderá comer alguma dessas coisas na hora do lanche.

3 – Não tenha o hábito de comprar guloseimas.

Ou você acaba com os biscoitos e doces, ou eles acabam com você. Isso não quer dizer que estão proibidos, apenas que não precisam estar no armário.

4 – Mantenha os snacks longe do alcance da criança

Quando a criança compreende a rotina e sabe o momento certo de comer o lanche, pode prever e aguardar o momento certo. Snacks livres mantém a criança sem fome e dificilmente vão aceitar uma refeição principal completa. Tenha em mente que snacks, suco, leite e água também enchem barriga.

5 – Eleja pelo menos uma refeição compartilhada

Almoçar ou jantar com a família toda pode ser uma chave de sucesso para a criança aprender a se alimentar melhor. É claro que a criança não deve ser obrigada à sentar-se à mesa, mas é importante fazer disso uma rotina. Caso a criança se recuse sentar-se à mesa, é importante reconhecer se é apenas ausência de fome ou alguma necessidade não atendida (como sono ou afeto). Pode ser que seja necessário que a criança sente para comer sozinha, no momento em que ela tenha se acalmado e demonstre fome ou desejo de comer.

6 – Entender a fome da criança

Não é porque o manual diz que você tem que oferecer X gramas de proteína e carboidrato que você vai fazer com que a criança siga à risca. Seres humanos tem necessidades diárias diferentes e se conectar com os sinais de fome e saciedade do seu filho vai te ajudar a controlar as expectativas e promover auto-regulação por parte da criança. Oferecer apenas lanches leves e somente água entre as refeições pode ser por exemplo uma estratégia para crianças que comem pouco.

7 – Ajudar no preparo das refeições sempre que possível!

Quando a criança participa, se sente parte do todo e tende a ter curiosidade para ao menos experimentar. Além disso, compreende o processo multi-sensorialmente, vendo os alimentos se transformando em uma refeição! Experimente fazer um ovo mexido com uma criança, o olhar deles é mágico!

8 – Servir-se sozinho!

Quando lhe é dada autonomia, a criança sente que tem poder de escolha e liberdade. Ensinar a criança a se servir promove auto-regulação, ajuda a controlar a expectativa dos cuidadores, e a criança acaba servindo porções mais realistas e comendo muito melhor (veja o vídeo).

9 – Antecipe a fome

Qualquer pessoa com fome tem vontade de atacar a despensa, por isso é importante ter uma rotina e prever os horários de fome da criança. Fome e sono são duas necessidades básicas que quando não atendidas podem piorar e muito o humor da criança, além dos lanches fora de hora que quase sempre tiram o apetite. Tudo isso junto vira uma bola de neve que pode tornar a hora da refeição um momento de batalha e frustração.

10 – Dar limites e respeitar

Aceitar as escolhas não saudáveis, em especial quando a criança já está maior e tem muito mais autonomia, promove auto-regulação e ensina a criança a respeitar e entender seu próprio corpo. Terão dias bons e ruins, se apegue aos bons hábitos criados e cultivados diariamente e siga comigo no mantra “faço minha parte” 🙂 .

Leia mais: A criança que não come: dificuldade ou comportamento?

 

 

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