O que você precisa saber sobre a Introdução Alimentar ParticipATIVA

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Como já conversamos anteriormente, existem muitos mitos e crenças a respeito de como deveria ser feita uma introdução alimentar adequada. Apesar de estar minuciosamente descrita em diversos manuais de saúde ao redor do mundo, incluindo a Organização Mundial da Saúde, a Sociedade Brasileira de Pediatria e o Ministério da Saúde do Brasilna prática, algumas crenças são fortemente assimiladas e difundidas pela cultura popular, por profissionais da saúde desatualizados e pela Indústria. Grande parte dessas crenças são baseadas em uma cultura milenar, dentro de um paradigma relacionado à escassez de alimento. Isso faz parte de uma grande bola de neve que tem sido um dos principais responsáveis pelo aumento do sobrepeso e doenças correlatas na infância.

Leia mais: Mitos e verdades sobre a introdução alimentar

Com a ampliação da discussão sobre a abordagem Baby-led weaning  (BLW), tem sido possível refletir profundamente sobre o modelo de introdução alimentar tradicional atual. Embora as pesquisas nesse campo tenham avançado, até os dias de hoje, quando se fala em introdução alimentar utilizando o termo tradicional, parece impossível desvincular a oferta da papinha assistida através do modelo passivo do “aviãozinho“.

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Fonte: Nani Humor

O BLW é um modelo completamente antagônico à essa alimentação complementar vista como tradicional, pois não prevê a oferta assistida pelos cuidadores em nenhum momento. Pelo contrário,  fundamenta-se na alimentação sob livre demanda e gerenciada pelo próprio bebê, confiando que ele possa ter total controle sobre sua própria alimentação, obviamente dentro da rotina proposta pela própria organização familiar.

Desta forma, ainda que os pais ofereçam alimentos em pedaços desde o início da IA, oferecer comida passivamente ao bebê vai na contramão dos principais fundamentos do BLW, que são o respeito à autonomia e a confiança de que o bebê sabe o que, quanto, como e com que ritmo irá comer. Para que ele exerça sua auto regulação sem interferências e sem a necessidade da interpretação do adulto em relação aos seus sinais de fome e saciedade.

Gill Rapley, em 2015, defendeu seu doutorado e nele observou algumas diferenças importantes ao comparar a auto-alimentação com a alimentação passiva com a colher. A seguir, as fotos mostram explicitamente como o bebê e o cuidador se comportam de formas bastante diferentes durante cada uma dessas situações:

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Dentro desse contexto, entender perfeitamente o que é o Baby-led Weaning é extremamente importante. Segundo Rapley, quem está ouvindo sobre BLW pela primeira precisa tomar decisões conscientes sobre o que estão fazendo ou pretendendo fazer. Caso contrário, tendem a desanimar quando o BLW “não funcionar”, mais frequentemente visto com a queixa “meu bebê não leva a comida à boca”, quando na verdade, no BLW há total respeito e confiança na própria intenção do bebê em levar ou não o alimento até a boca. Muitos bebês não demonstram prontidão para se alimentar até aproximadamente os 9 meses de vida e, de fato, forçar que ele prove um alimento em pedaço sem que ele esteja intrinsecamente pronto para recebê-lo poderia inclusive aumentar o risco de engasgo e levar a asfixia.

Leia mais: O BLW não deu certo comigo

Além disso, precisamos aumentar o conhecimento que temos sobre a alimentação infantil guiada pelo bebê. As pesquisas precisam de metodologia clara e concisa, caso contrário estamos comparando alho com bugalho, como dizia minha avó. BLW é mais do que apenas oferecer sua comida para o bebê pegar – é sobre a confiança para saber o que ele mesmo precisa. Então “fazer um pouco de cada” ou “algum tipo de auto-alimentação e alguma alimentação assistida” pode funcionar pra você e pro seu contexto e dinâmica familiar, mas não é BLW.

E embora eu reconheça a importância da definição exata e das bases e fundamentos do BLW, concordo plenamente com o que Gill Rapley disse em seu workshop, em Novembro passado aqui no Brasil:

“o BLW é o ideal, mas a maternidade é real”

E a introdução alimentar tradicional vem historicamente tão cheia de significados, crenças e mitos, que fica impossível se encaixar em uma abordagem tradicional depois de entender e re-significar todo o paradigma que veio sendo criado ao longo do tempo. É dentro desse contexto que um grande número de famílias tenta encaixar os fundamentos da abordagem BLW na sua rotina de introdução alimentar, e não sabe muito bem ao certo explicar sua escolha. Geralmente dizem “faço um pouco de cada” – e como vimos, não existe “um pouco de BLW”.

Leia mais: Mitos e verdades sobre a introdução alimentar tradicional

Foi em 2015 que o termo Introdução Alimentar ParticipATIVA começou a ganhar força, ainda no meio online, por conta de uma hashtag que eu comecei a usar no instagram e que se popularizou. Hoje, já são milhares postagens com a tag #iaparticipativa. E essa abordagem, ao meu ver, tomou essa proporção pelo acolhimento aos milhares de cuidadores que se identificam com o BLW, mas não conseguem levá-lo à prática em 100% da sua dinâmica. Recebo centenas de mensagens de famílias que se encantam com o BLW, mas não conseguem aplicá-lo à risca. E é nesse “limbo” que a gente se encontra, nessa busca pelo respeito, confiança e autonomia, ainda que exista a oferta de alimento guiada pelo adulto. É na busca pelos fundamentos do BLW na realidade, no contexto e no dia a dia de cada um.

Meu principal objetivo com o termo Introdução Alimentar ParticipATIVA é popularizar os fundamentos do BLW e o que há de mais atualizado em termos do conhecimento que temos acerca da alimentação infantil, acabando de vez com o paradigma desatualizado que recai sobre o termo introdução alimentar tradicional. Chega de papinhas processadas, apetrechos desnecessários criados pela indústria, mingaus açucarados pra engordar e “abre a boca, olha o aviãozinho”.

Com o tempo, minha expectativa é que o termo seja até desnecessário, a ponto que toda e qualquer Introdução Alimentar seja orientada de forma adequada e atualizada, com o bebê sendo considerado o protagonista em todo esse processo. De forma inédita no Brasil, em 2017, a Sociedade Brasileira de Pediatria, que antes considerava a evolução gradual da consistência dos alimentos a partir dos 8 meses (papa com pedaços), em sua última publicação já reconhece que no momento da alimentação complementar o bebê também deve experimentar com as mãos, estimulando a interação com a comida, explorando as diferentes texturas dos alimentos como parte natural de seu aprendizado sensório motor e evoluindo conforme seu tempo de desenvolvimento.

Pela minha experiência, a “Introdução Alimentar ParticipATIVA” é uma abordagem que tem se mostrado, na prática, em um continuum de transição, do que antes considerávamos normal, para o cenário que o BLW nos trouxe à tona. Passamos de um modelo que era completamente passivo e baseado na quantidade, na necessidade de ingestão de comida e no medo do engasgo, para o paradigma da qualidade, da abundância de aprendizagem e do respeito e confiança no bebê durante esse período. Entendendo o desenvolvimento infantil dentro desse processo e a importância das oportunidades para o desenvolvimento das habilidades de auto-alimentação.

Essa transição se apresenta em uma linha contínua, que liga o paradigma tradicional ao guiado pelo bebê, considerando esses dois movimentos completamente opostos. E onde coexistem, na linha desse continuum, milhares e milhares de cuidadores e bebês com suas devidas realidades, crenças, culturas, necessidades e dinâmicas familiares.

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Mudança do paradigma tradicional para o da introdução alimentar guiada pelo bebê. (Padovani, 2017)

 

Vale ressaltar que a Introdução Alimentar ParticipATIVA vai de encontro aos Manuais Oficiais de introdução alimentar em vigor no Brasil e no Mundo. E muito além, incentiva as famílias a entenderem o processo de prontidão do bebê, dentro da construção de uma rotina flexível, que tem início aos seis meses, e permite que gradativamente o bebê tenha espaço e oportunidade para se interessar pelos alimentos e começar a comer dentro do modelo de divisão de responsabilidades, como o proposto por Ellyn Satter e ampliado por Gill Rapley. Os cuidadores são incentivados a apresentar, desde o início da introdução alimentar, os alimentos em seu formato original, possibilitando não apenas que as crianças experienciem o máximo possível de sensações desde o seu primeiro contato com os alimentos, como também tenham cada vez mais autonomia, conforme progridem suas habilidades de auto-alimentação.

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Modelo de Divisão de Responsabilidades em uma abordagem ParticipATIVA

 

Leia mais: O que você não sabe sobre o Baby-led Weaning


Michelle BentoNutricionista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2008, pós graduada em nutrição clínica funcional pelo Instituto Valéria Pascoal. Atua em co

Saiba mais sobre o Curso Avançado em Introdução Alimentar ParticipATIVA e Baby-led Weaning AQUI.

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Referências:

 

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção
Básica. Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para crianças menores de dois anos: um guia para o profissional da saúde na atenção básica. 2ª. ed, Ministério da Saúde, Brasília, 2013.

Padovani AR. Introdução Alimentar ParticipATIVA. Versão digital em e-book. Copyright CONALCOLab 2017 (no prelo).

Rapley G, Tracey M. Baby-led weaning: o desmame guiado pelo bebê. Editora Timo, 2017.

Rapley G. Spoon-feeding or self-feeding? The infant’s first experience of solid food. PhD (Philosophy). Canterbury Christ Church University. 2015.

Satter E. Child of Mine: feeding with love and good sense. Bull Publishing Company. 2000.

Sociedade Brasileira de Pediatria. A Alimentação Complementar e o Método BLW (Baby-Led Weaning). Departamento de Nutrologia, Guia Prático de Atualização, nº3. Maio, 2017.

Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual de orientação para a alimentação do lactente, do pré-escolar, do escolar, do adolescente e na escola. Departamento de Nutrologia, 3a ed. Rio de Janeiro, RJ: SBP, 2012.

World Health Organization. Department of Nutrition for Health and Development. Complementary feeding: family foods for breastfed children. Geneva: WHO, 2000.

WHO. Global Consultation on Complementary Feeding. Guiding Principles for Complementary Feeding of the Breastfeed. December 10-3, 2001.

Vale a pena fazer festa no parque?

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Difícil hoje em dia é gastar pouco em festa de aniversário…. Geralmente cheia de pre-requisitos, muitas guloseimas, enfeites, personalizados, lembrancinhas, o orçamento final pra uma festa bacana não sai nada barato.

O primeiro aninho do Nícolas foi em uma praça, uma das poucas praças bem cuidadas e disponíveis para lazer em São Paulo. Nós preparamos tudo, desde decoração até comida, e o resultado final foi lindo, mas exaustivo demais… Lembro de olhar as fotos e pensar que a festa definiu como tinha sido meu primeiro ano de maternidade: incrível, mas cansativo até a gota. rs

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O mais gostoso de fazer ao ar livre é ver as crianças se divertindo e correndo em meio à natureza… Pés e roupas sujas de areia, suor e cansaço de quem brincou e se divertiu demais com certeza estarão presentes no final da festa. No primeiro ano do Nícolas eu contratei uma empresa que contou histórias e cantarolaram músicas, mas no fim das contas achei que as crianças estavam ansiosas para que terminasse logo e elas pudessem ir brincar.

Para o primeiro ano do Quim, escolhemos um parque em Jundiaí, que é onde moramos atualmente. Um parque lindo demais, não muito cheio, com parquinho infantil, quiosque, quadra e com a possibilidade de levar animais de estimação. Pensamos no mesmo esquema da festa anterior, mas dessa vez decidi contratar a comida e os doces, e olha só, consegui até passar um batonzim pra foto hehe.

Entrei em contato com a Letícia, do Tá na Mesa Culinária Consciente, que tem uma empresa que faz comidinhas saudáveis para festas. A Letícia trouxe uma feirinha de madeira com frutas frescas e picadas, e deixou tudo ainda mais charmoso. Também levou as bebidas, sucos naturais e água aromatizada na jarra de vidro. Ficou tudo uma graça, além de muito saudável e saboroso!

Fotos: Ana Quesada Fotografia

 

A Luciana da Beeijinho Confeitaria ficou responsável pelo bolo e pelos doces! Ela tem uma proposta super bacana pra festas infantis, com bolos e doces com e sem açúcar, e as receitas são sem aqueles milhares de aditivos industrializados. Foi um sucesso absoluto! Como sempre, eu deixo os doces livres e à vontade! Apenas o bolo cortamos depois do parabéns, o restante ficou tudo junto na mesa com fácil acesso para as crianças.

 

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Fotos: Ana Quesada Fotografia

 

Pra quem tá com o bolso curto, eu ainda sugiro fazer um esquema mais caseiro mesmo. Comprar tortas, salgados assados e bolos prontos vale muito a pena, pois não custam tão caro e te economizam tempo pra fazer outras coisas. Comprar sanduíches de metro também é uma opção.

Eu até pensei em fazer um esquema piquenique mesmo, cada um traz um prato de doce ou salgado. Eu sou super tranquila com festas, acho que o importante mesmo é ter gente legal reunida, com comida, abraços, risadas e carinho. Gente que está feliz em estar ali apenas por dividir com a gente esse momento tão especial dos nossos filhos.

 

Dicas especiais para festinhas no parque:

#1 Escolha um lugar bonito por natureza

Se você escolher um lugar que já seja lindo, você terá que se preocupar pouco com decoração e coisas do tipo. A própria natureza se encarrega de encantar os convidados!

Na praça que escolhemos em SP, havia um “caseiro” que cuidava do local, então combinamos com ele e pagamos uma diária pra que ele limpasse os banheiros da praça antes e depois, e colocasse o lixo que juntamos ao final para coleta no dia certo.

No parque em Jundiaí, visitamos antes e tivemos que enviar um e-mail para a prefeitura para dizer que iríamos fazer a festa no local. Já existem funcionários no parque, então apenas deixamos todo o lixo organizado ao final e não tivemos que pagar taxas extras. É necessário atentar-se para as regras que cada parque possui, como por exemplo, não permitir o acesso de bebidas alcoólicas.

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Parque do Engordadouro em Jundiaí. Foto: Ana Quesada Fotografia

 

#2 Menos é mais

As crianças estão sempre dispostas a brincar em meio à natureza. No primeiro aniversário gastamos com animação, no segundo preferi deixar as crianças à vontade e elas aproveitaram demais!

Levamos brinquedos como bola, peteca, peão, bola de gude, bambolês, cataventos, bolinhas de sabão e pipas. Essas também eram as lembranças da festa, as crianças podiam levar o que eles mais gostaram de brincar durante a festa. Não só as crianças, como os adultos aproveitaram bastante o dia!

Fotos: Ana Quesada Fotografia

 

#3 Leve tudo pronto

Quanto menos você tiver que preparar na hora, melhor. Na primeira festa nós inventamos de fazer sanduíche de metro na hora e foi um caos! Na festinha do Quim tivemos o privilégio de ter contratado a Letícia do Tá na Mesa Culinária, que cuidou não só do cardápio, como ficou durante toda a festa dando suporte. Foi perfeito, mas entendo que pode extrapolar o orçamento.

Então se você resolver fazer os quitutes, prepare tudo com antecedência, leve os sucos congelados e tudo já picado e separado em potes, apenas para organizar nas bandejas. E mesmo que você consiga fazer todos os quitutes, tente contratar ao menos uma pessoa pra te ajudar a deixar a mesa limpa, repor as comidinhas nas bandejas, e o gelo na água e sucos. Isso vai te deixar mais livre pra curtir a festinha com sua cria e convidados!

#4 Tire muitas fotos!

Luz natural do dia rendem fotos fantásticas! Se você tiver a oportunidade, contrate um fotógrafo profissional para que você não tenha que se preocupar com mais essa missão! A Ana Quesada foi quem clicou o primeiro aninho do Quim, e através do olhar das lentes dela pude relembrar vários momentos que passaram desapercebidos na correria da festa. A gente não pára 1 segundo no dia e é uma delícia ver como todos se divertiram!

Caso extrapole o orçamento, peça aos seus amigos e familiares para compartilharem todas as fotos com vocês após a festinha! Se você tiver criado um grupo previamente no Facebook, isso pode te ajudar a organizar as fotos com todos os convidados mais facilmente.

 

O que você não pode esquecer antes do dia

 #1 Cheque a previsão do tempo

Tenha sempre um plano B em mente, pode ser o salão de festas do condomínio ou a casa de alguém que comporte os convidados… Faça um evento no Facebook com todos os convidados, assim você consegue avisar todo mundo caso tenha que mudar a festa de lugar de última hora!

#2 Reserve a data no local

Tenha certeza que o parque permite festas no local, e a necessidade ou não de reserva. Apesar de serem públicos, cada parque tem um conjunto de regras local e como cidadãos temos o dever de respeitar!

#3 Certifique-se que você tenha

  • Mesa grande para as comidinhas
  • Mesa pequena de apoio
  • Toalhas de mesa
  • Gelo e caixa térmica
  • Recipientes para servir tudo o que você escolheu
  • Copos, pratos, talheres e guardanapos
  • Lixeira e saco de lixo

#4 Tenha em mente

  • Escolha um lugar reservado o suficiente no parque, mas tenha em mente que o parque é público. Respeite as regras locais e caso alguma criança que não for convidada se aproxime, exercite a empatia para resolver a situação.
  • Ao posicionar a mesa, lembre-se que o sol muda de lugar. Então antes certifique-se que irá colocar realmente em um lugar que a sombra irá durar por todo o tempo da festa!
  • As pessoas vão querer/ precisar sentar. Caso tenha alguma amiga grávida, parente idoso ou alguém com alguma necessidade especial, certifique-se que vá ter espaço em algum banco público, ou leve cadeiras de praia. Para o restante dos convidados eu sempre levo alguns tapetes infantis e almofadas, e oriento que eles levem o que tiverem também. Outra opção é contratar empresas que fazem toda a decoração no local, incluindo os tapetes de piquenique, caixotes de madeira e almofadas.

 #5 Detalhes que fazem a diferença:

  • Toalha de mesa: um tecido bonito já garante boa parte da sua ‘decoração’. Arrume um tecido grande o suficiente que cubra todas as partes da mesa, assim vc pode esconder alguns itens embaixo da mesa (exemplo: potes com comidas extras, caixa térmica, sucos e outras bebidas etc).
  • Bandeirinhas, pompons, cataventos, varal de fotos, dobraduras… todas as cores são bem vindas para deixar o cantinho da festa especial!
  • Protetor solar e repelente para os desprevenidos.
  • Canecas, copos ou garrafinhas são uma ótima lembrancinha e garantem a hidratação nos próprios bebedouros do local.
  • Bonés ou chapéus também são uma excelente lembrancinha que as crianças podem usar durante a festa para se protegerem do sol.

 

Tá na hora do jabá!

Na festa de 1 aninho do Nícolas a gente estava super apertado, então eu acabei optando por fazer absolutamente tudo. Fomos na 25 de março, Mercadão da Lapa, fizemos desde as bandeirinhas até a salada de grão de bico. Deu MUITO trabalho e, sendo bastante sincera, gastei mais energia do que economizei. Tinha prometido pra mim mesma que não faria mais festa, mas como eu AMO festas e amo organizar eventos, eu sempre me esqueço do trabalho que dá rsrs

Então na festinha do Quim, colocando tudo na ponta do lápis eu decidi economizar muito mais na decoração (mesmo porque a gente já tinha itens das festas anteriores do Ni) e fazer uma parceria com essas pessoas mega queridas, que fizeram o dia ser delicioso e muito menos desagastante pra mim! Anota aí porque são recomendações de itens BEM difíceis de achar no mercado!

 

Fotografia: Eu tenho a sorte de ter uma amiga fotógrafa excepcional, de coração gigante e sorriso doce… A Ana Quesada consegue capturar momentos com olhar de quem está participando da festa, de quem faz parte da família. Sem pose, sem preparação, sem frufru. Ao ver as fotos da Ana depois da festa, fui inundada por uma sensação deliciosa, de tudo ter valido a pena! Foi como se ela tivesse sido meus próprios olhos, me lembrando dos detalhes que na correria da festa eu perdi, mas que agora me trazem lembranças que enchem a alma de alegria! Agora é só escolher as fotos mais lindas pra ela montar o nosso álbum! 💗

 

Comidinhas Saudáveis para festas: eu conheci a Letícia pelo Instagram e me apaixonei automaticamente pelo trabalho dela! Ela tem uma pegada super saudável, fez excelentes sugestões para a festinha ao ar livre e um passarinho me disse que teve gente que nem sentiu falta da coxinha rs. Fora o fato dela ser uma querida e ter um serviço impecável, do começo ao fim! Anota o contato que vale a pena!

 

Bolos e doces especiais: A Luciana da Beeijinho Confeitaria faz bolos e doces especiais, com ingredientes selecionados, e também sem glúten, sem leite, com biomassa de banana verde, cacau 70%, bolo sem açúcar… Ao gosto do freguês! 😄😄 Tudo perfeito tanto no visual de dar água na boca como no sabor irresistível!!! Achei o bolo imenso e no final não sobrou quase nada! Fez o maior sucesso!!! Anota os contatos dela:

  • Beeijinho Confeitaria, por Luciana Uezu (SP)
  • pedidos: (011) 993573039
  • contato.beeijinho@gmail.com

 


Aline P

Eventos com Gill Rapley e Tracey Murkett em Novembro, no Brasil

Pense numa oportunidade única?

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Não sei se vc viu, mas eu conversei com a Ana Basaglia, da Editora Timo, e falamos sobre todas as novidades do lançamento do livro Baby-led Weaning e a visita das autoras ao Brasil, em novembro! Dá só uma olhada nos eventos que vão acontecer:

Dia 24/11 – sexta, das 14 às 18h
Palestra para Profissionais: a Abordagem Baby-led Weaning, com Gill Rapley e Tracey Murkett (ingresso PRESENCIAL E TRANSMISSÃO AO VIVO)

  • No auditório do SIMESP – Sindicato dos Médicos de São Paulo, na Bela Vista, em São Paulo.
  • O encontro terá 4h de duração, com tradução simultânea, espaço para perguntas e respostas, autógrafos e fotos, e um delicioso coffee-break para interação.
  • Todos os ingressos presenciais darão direito ao livro inédito “BLW – O desmame guiado pelo bebê” e certificado de presença assinado pelas organizadoras do evento (SIMESP/CONALCO), além de outros brindes-surpresa.
  • Atenção: apenas 60 vagas para o encontro presencial / primeiro lote com desconto até 25/10!

 

Dia 25/11 – sábado, das 14 às 18h
Palestra para Pais e Mães: a Abordagem Baby-led Weaning na prática, com Gill Rapley e Tracey Murkett (PRESENCIAL)

  • No Hotel Golden Tulip Paulista Plaza da Alameda Santos, em São Paulo.
  • O encontro terá 4h de duração, com tradução simultânea, espaço para perguntas e respostas, autógrafos e fotos, e um delicioso coffee-break no intervalo.
  • Todos os ingressos presenciais darão direito direito ao livro inédito “BLW – O desmame guiado pelo bebê”, certificado de presença assinado pelas organizadoras do evento (Timo/CONALCO), voucher para visitar a Casa do Brincar e ingresso para um bate-papo online*, com uma hora de duração, 15 dias depois do encontro, com uma nutricionista e uma fonoaudióloga brasileiras, para esclarecer dúvidas a respeito da abordagem BLW, além de outros brindes-surpresa.
  • A Casa do Brincar estará presente apoiando as famílias que precisarem levar seu bebê de colo ou criança pequena ao evento, proporcionando um espaço de recreação para os maiorzinhos e trocadores para os bebês.

 

Dia 27/11 – segunda, das 8 às 16h
Workshop de imersão: a Abordagem Baby-led Weaning, com Gill Rapley e Tracey Murkett (PRESENCIAL – apenas 10 vagas restantes)

  • Em um espaço exclusivo dentro da Praça São Lourenço, em São Paulo, com estacionamento com valet incluso.
  • O curso de imersão terá 8h de duração no total, com tradução simultânea, espaço para perguntas e respostas, autógrafos e fotos.
  • O coffee-break, o café da manhã e o almoço em buffet completo e variado (com sucos e sobremesas) estão inclusos, onde será possível uma incrível interação com as autoras.
  • Todos os ingressos darão direito ao livro inédito “BLW – O desmame guiado pelo bebê” e certificado de presença assinado pelas organizadoras do evento, além de outros brindes-surpresa.

 

Nossa, eu to animadíssima!!! E você, me conta o que achou? Vai conseguir ir?
Vou estar em todos os eventos e vai ser um prazer te dar um abraço ao vivo e a cores! 🙂

Um beijão e até mais!

Com carinho,

Aline Padovani

Lançamento da versão brasileira do livro Baby-led Weaning: o que vem por aí!

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O post de hoje escrevo com tanto entusiasmo que chego a me emocionar! Vcs sabem, a abordagem BLW foi um divisor de águas na minha vida, e foi através da leitura do Livro “Baby-led Weaning” que um mundo inteiro se abriu diante das minhas possibilidades de atuação profissional.
Na última semana, tive o imenso prazer de fazer a última revisão dos termos técnicos do livro e posso dizer? Que reconfortante ler BLW direto da fonte, em nossa própria língua! Gill e Tracey escrevem com uma leveza e clareza inigualáveis! Reler o livro em português foi reafirmar tudo o que venho fortemente difundindo aqui no Brasil há mais de 3 anos! Vc deve imaginar como estou ansiosa pra conhecer a Gill pessoalmente!
E pra te contar tudo o q vem por aí, eu marquei um encontro online com a Ana Basaglia, da Editora Timo! Ela vai contar tudinho que você precisa saber sobre a vinda das autoras para o Brasil!
Ao se inscrever gratuitamente neste encontro, você concorre à 1 exemplar da edição brasileira do livro e à 1 vaga na palestra presencial para os pais!!!
Já te adianto que, agora em novembro, as queridas Gill Rapley e Tracey Murkett vem para o Brasil para o lançamento de “Baby-led Weaning – o desmame guiado pelo bebê”, pela editora Timo! E o CONALCO, em parceria com a Timo, está organizando 3 eventos SUPER bacanas pra quem trabalha, quer trabalhar ou simplesmente quer aprender mais sobre a abordagem BLW direto da fonte! 

Com a Ana, vou te contar sobre as novidades da versão brasileira do livro baby-led Weaning, sobre os eventos com as autoras, curso de imersão em BLW e vamos sortear 1 exemplar da edição brasileira do livro e 1 vaga para a palestra presencial com os pais!!! 

Esperamos por você!

Com carinho,

Aline Padovani

Concurso BLW Brasil: suas fotos publicadas na versão brasileira do livro!

ATUALIZAÇÃO 09/09/2017:

VENCEDORES DO CONCURSO (Chequem seus emails por gentileza)

  1. quinteros.rocio@
  2. analuciavendel@
  3. talita.deffente@
  4. natalia_valli@
  5. anapaula.cutolo@
  6. melinacaldani2@
  7. storino.sandra@
  8. ana.abreus@
  9. marianacarraca@
  10. lorenabit@
  11. ananery.pmg@
  12. muchmamae@
  13. simonemenzani@
  14. carolfesteves@
  15. vivianevieira@
  16. vi_assis@
  17. persis.castro@
  18. draamandaluiza@
  19. biancapizzato@
  20. cibeleneves@
  21. @mairasoares
  22. anairampasquale@

 

Lembrando que todas as fotos recebidas serão utilizadas para divulgar o “Baby-led Weaning” no Brasil! 🙂 Gill e Tracey receberam as fotos com muito carinho e se propuseram também a utilizar as fotos no Workshop que farão em São Paulo! ❤

Aproveito pra divulgar o site oficial do evento, com informações sobre o lançamento do livro, Palestras e Workshops, e a introdução do livro já em português pra vc baixar em PDF! Corre lá!

Muito obrigada a todas que participaram!!!

Com carinho,

Ana, Aline e toda equipe

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Que tal ter uma foto criativa do seu bebê na versão brasileira do livro ‘Baby-led Weaning‘, de Gill Rapley e Tracey Murkett?

Em parceria com a Editora Timo, lançamos o #concursoBLWnoBrasil

Baixe o regulamento nesse link: Regulamento Concurso Cultural.

Escolha uma categoria e envie sua foto!

As melhores fotos, além de participarem da edição brasileira do livro, ganharão um exemplar autografado e um acesso à transmissão ao vivo do evento com as duas autoras no Brasil!

Demais né!!!  Compartilha com alguém que você acha que gostaria de participar!!!

 

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Como ajudar a criança a aceitar novos alimentos?

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Pais de crianças pequenas geralmente se preocupam com os hábitos alimentares dos seus filhos. As queixas se relacionam geralmente com a dieta excessivamente limitada aos ultraprocessados, a rejeição a qualquer coisa verde, a recusa de tentar qualquer coisa nova ou as explosivas batalhas durante as refeições, que tornam a hora de comer estressante para todos. Frequentemente pais exasperados que – convencidos de que eles tentaram tudo – chegam à conclusão de que seu filho é constitucionalmente um “comedor exigente” e que é incapaz de expandir seus horizontes.

Foi assim que duas especialistas no campo dos desafios alimentares: Jessica Piatak, terapeuta ocupacional, e Kristina Carraccia, fonoaudióloga, ambas do The Center for Discovery, com sede em Nova York, se especializam em trabalhar com crianças com graves dificuldades de desenvolvimento, distúrbios do espectro do autismo e fragilidades médicas. Elas desenvolveram uma abordagem denominada pelas autoras de “Exploração e descoberta de alimentos”, chamada de FED (Food Exploration and Discovery). Esta abordagem tem sido usada com sucesso para tratar crianças com distúrbios sensoriais e comportamentais severos. Crianças que tinham antes dietas extremamente limitadas, geralmente compostas por dois ou três alimentos processados, passaram a ter uma dieta mais variada, nutritiva e com base em alimentos inteiros.

Embora algumas crianças possam levar mais tempo do que outras para essa transição, as terapeutas dizem ainda não terem encontrado um “comedor exigente” cuja dieta não pudesse ser ampliada com sua abordagem gradual, personalizada e flexível. Sua abordagem baseia-se em um único princípio fundamental:

“o objetivo não é simplesmente fazer a criança comer em toda refeição, mas sim chegar a um ponto em que uma criança come porque está intrinsecamente motivada para fazê-lo”

Este é um objetivo de mudança de comportamento a longo prazo e, como tal, pode levar um grande período de tempo para alcançar. O processo é gradual e realizado em passos progressivos. Pode levar de três a seis meses até que uma variedade mais ampla tenha sido adicionada com sucesso, podendo variar de 10 dias a 2 anos. Mas até à data, todas as crianças finalmente chegaram lá. Com uma abordagem flexível, a mentalidade correta e muita paciência, você pode transformar a hora da refeição.

 

Aqui estão algumas das dicas para começar:

 

Nunca force uma criança a tocar, provar ou comer um alimento.

Muitas escolas e famílias empregam táticas pra que a criança “apenas experimente”, com a promessa de que, se eles não gostarem, podem dizer “não, obrigado”. Ou ainda, prometem recompensas, que serão dadas se a criança comer certo alimento no jantar.

Essas abordagens prejudicam o objetivo de ajudar as crianças a se sentirem confortáveis ​​o suficiente para tentar – e aceitar – novos alimentos. Pense em como você pode sentir se, ao visitar um país estrangeiro, você for forçado a morder insetos fritos ou cérebro de bezerro, mesmo se puder dizer depois “não, obrigado”! Isso é o que algumas crianças com desafios alimentares podem sentir ao enfrentar um prato de verdes desconhecidos – particularmente crianças do espectro autístico.

Se você está empenhado em criar uma criança que come de forma variada e em ter uma hora de comer harmoniosa, criar um momento de refeição sem pressão é essencial. Para fazê-lo, comprometa-se a ficar do seu lado da divisão da responsabilidade alimentar e resistir ao impulso de forçar, coagir, subornar ou colocar alimentos na boca do seu filho.

Como Ellyn Satter, referência mundial nas práticas de alimentação da infância, ensina:

“Você decide o que servir e quando. Seu filho consegue decidir se deve comê-lo e, em caso afirmativo, quanto.”

 

Defina orientações e expectativas para as refeições.

As crianças podem ficar ansiosas quando não sabem o que esperar, e muitas vezes fazem melhor quando as rotinas são previsíveis. Com a hora da refeição não é diferente. As crianças podem se preocupar que não haverá algo que eles queiram comer, ou talvez que eles sejam forçados a tentar algo assustador. Piatak e Carraccia usam vários mantras adaptados a tais situações para ajudar a colocar as crianças à vontade.

Um exemplo de tal mantra de refeições, de acordo com Carraccia, pode assemelhar-se a isto: “Nós sentamos com nossa família. Se houver algo no seu prato que você não gosta, você pode colocá-lo em outro prato. Você pode comê-lo se quiser, mas você não precisa. Todo mundo ajuda a limpar a mesa quando acabamos de comer”. Repetir frases como essa ajudam a tornar a hora da refeição confortável, reduzindo a pressão que pode levar a uma dinâmica disfuncional das refeições.

 

Incentive as crianças com desafios alimentares a brincar com comida … Longe da mesa.

A maior parte da terapia de alimentação no The Center for Discovery não ocorre perto da mesa de jantar, de acordo com Piatak. O sucesso na mesa de jantar começa com uma variedade de técnicas de dessensibilização baseadas no jogo, que permitem que as crianças se sintam confortáveis ​​com as vistas, aromas, texturas e, eventualmente, gostos, de um alimento desconhecido em um ambiente divertido e de baixa participação. O jogo de comida incentiva as crianças a interagir com novos alimentos de forma não ameaçadora, sem expectativas. Conforme eles vão aprendendo mais sobre as propriedades de um alimento, vão gradualmente ficando mais confortáveis ​​para lamber ou até mesmo provar.

Diz Piatak: “Nós vamos colar alimentos em um caminhão de brinquedo. Ou podemos colocar vegetais ralados em nossos rostos como uma barba ou bigode e fazer caras engraçadas no espelho. O jogo da água também é um dos favoritos: vamos brincar com alimentos na água e às vezes adicionar bolhas. Ensinaremos as crianças a cuspir comida em uma tigela, e eles geralmente adoram, acham engraçado. E uma vez que eles sabem que têm permissão para cuspir uma comida, eles podem estar dispostos a saboreá-la”. “A improvisação”, acrescenta Carraccia, “é a chave”.

 

Transição progressiva e gradual.

Roma não foi construída da noite para o dia, e não é realista esperar que uma criança que só coma nuggets de frango e macarrão sem molho de repente se transforme em alguém que ama couve e quinoa. A abordagem FED entende a criança como ela é, aprendendo sobre seus alimentos e marcas preferenciais e tentando replicá-los de maneiras sutilmente modificadas. “Começamos apresentando outras versões de seus alimentos favoritos – como talvez nuggets de frango orgânicos ou cachorros-quentes – para tentar replicar sua marca preferida. Ou podemos misturar algum arroz diferente com o tipo usual que eles aceitam em casa, ou trocar nosso queijo pelo seu tipo usual de queijo em um sanduíche de queijo grelhado “, explica Piatak.

Lentamente, os terapeutas começam a incorporar novos alimentos, continuando a fazer pequenas mudanças nos alimentos preferidos. Talvez adicione um tempero diferente à pizza para mudar o sabor. Então, pizza na crosta torna-se pizza no pão, pizza sem molho, pizza com uma meia colher de chá de proteína ou vegetais. Ao longo do tempo, eles podem tirar a parte do pão completamente e trocar por um hambúrguer de peru coberto com molho e queijo. Então o molho se foi. Em seguida, o hambúrguer de peru transita para um hambúrguer de vegetais, ou vegetais desfiados são incorporados em empanadas caseiras. Na população que Piatak e Carraccia atendem, este processo é intencional e, muitas vezes, lenta, para ajudar a dessensibilizar crianças com fortes aversões sensoriais a novos alimentos. Com crianças levemente seletivas, você poderia ignorar uma ou duas etapas no processo.

 

Ofereça o familiar ao introduzir o novo.

Muitas mães com quem falei são da opinião de que oferecer uma comida favorita, como batatas fritas ou cachorros-quentes, ao tentar introduzir uma comida nova e saudável prejudicaria suas chances de sucesso. Certamente, se houver uma comida preferida oferecida, então uma criança não tem incentivo para tentar o novo alimento, certo? De fato, o oposto provavelmente é verdadeiro.

Os níveis de ansiedade podem ser elevados quando uma criança encontra uma mesa cheia de alimentos desconhecidos, e o estresse pode fazê-la recuar, recusando insistentemente a provar qualquer coisa. Mas uma criança que acredita que tem pelo menos alguma coisa na mesa que ela possa comer confortavelmente, acaba entendendo que não estão apostando que ela irá provar algo novo. Então, a noite de cachorro-quente é um ótimo momento para introduzir um complemento, como uma sopa de ervilha. E a noite de pizza é uma oportunidade para oferecer um buffet de opções de cobertura – desde cogumelos e azeitonas até manjericão e alcachofras – que a criança pode encontrar e considerar.

Piatak e Carraccia usam o familiar como trampolim para novos alimentos. Se uma criança ama iogurte, por exemplo, ela pode mergulhar um florete de brócolis no iogurte e apenas sentir a textura do brócolis na língua enquanto lambe o iogurte. Importante: aconselha-se paciência com a transição. Só porque uma criança não coloca a comida na boca, isso não significa que o progresso não está sendo feito. Cada nova exposição desensibiliza um pouco mais a criança e, à medida que aumenta o conforto, cresce também a vontade de experimentar novos alimentos.

 

Nunca atrapalhe as crianças a comerem algo.

A confiança é a base do relacionamento com a alimentação, como em qualquer outro relacionamento, e você está violando essa confiança ao, vamos dizer, esconder espinafres processados em seus brownies, ou beterrabas em suas vitaminas. Além disso, uma vez que o objetivo é fazer com que as crianças comam porque são intrinsecamente motivadas a fazê-lo, você não vai conseguir nada escondendo um pedaço de espinafre no corpo da criança que não  escolheu consumir por sua própria vontade. É como ganhar uma batalha, mas perder a guerra. Carraccia explica que não é necessário esconder o que é diferente na comida da criança. “Nós dizemos: ‘Esta é pizza com um pouco de brócolis’, e nunca tentamos enganar. Nós sempre somos honestos, e não tentamos misturar as coisas para que a criança não saiba, porque todo esse processo é baseado na confiança”.

 

Texto traduzido e adaptado de Health US News, escrito pela Nutricionista Tamara Duker Freuman, texto original aqui.