Concurso BLW Brasil: suas fotos publicadas na versão brasileira do livro!

ATUALIZAÇÃO 09/09/2017:

VENCEDORES DO CONCURSO (Chequem seus emails por gentileza)

  1. quinteros.rocio@
  2. analuciavendel@
  3. talita.deffente@
  4. natalia_valli@
  5. anapaula.cutolo@
  6. melinacaldani2@
  7. storino.sandra@
  8. ana.abreus@
  9. marianacarraca@
  10. lorenabit@
  11. ananery.pmg@
  12. muchmamae@
  13. simonemenzani@
  14. carolfesteves@
  15. vivianevieira@
  16. vi_assis@
  17. persis.castro@
  18. draamandaluiza@
  19. biancapizzato@
  20. cibeleneves@
  21. @mairasoares
  22. anairampasquale@

 

Lembrando que todas as fotos recebidas serão utilizadas para divulgar o “Baby-led Weaning” no Brasil! 🙂 Gill e Tracey receberam as fotos com muito carinho e se propuseram também a utilizar as fotos no Workshop que farão em São Paulo! ❤

Aproveito pra divulgar o site oficial do evento, com informações sobre o lançamento do livro, Palestras e Workshops, e a introdução do livro já em português pra vc baixar em PDF! Corre lá!

Muito obrigada a todas que participaram!!!

Com carinho,

Ana, Aline e toda equipe

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Que tal ter uma foto criativa do seu bebê na versão brasileira do livro ‘Baby-led Weaning‘, de Gill Rapley e Tracey Murkett?

Em parceria com a Editora Timo, lançamos o #concursoBLWnoBrasil

Baixe o regulamento nesse link: Regulamento Concurso Cultural.

Escolha uma categoria e envie sua foto!

As melhores fotos, além de participarem da edição brasileira do livro, ganharão um exemplar autografado e um acesso à transmissão ao vivo do evento com as duas autoras no Brasil!

Demais né!!!  Compartilha com alguém que você acha que gostaria de participar!!!

 

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O BLW é o melhor método de introdução alimentar?

por Michelle Bento

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Essa semana me deparei novamente com a seguinte pergunta no facebook: “Existem estudos que comprovem que o BLW é o melhor método de introdução alimentar?”

Acompanhando a pergunta, pessoas a favor do BLW discutiam a ausência de pesquisas e sobre como argumentar com aqueles que pediam as evidências que comprovem todos os seus benefícios. E esse mesmo tipo de discussão eu já vi acontecer tantas outras vezes, incluindo outros assuntos também relacionados à maternidade.

Eu começo ponderando o título de “melhor” concedido ao BLW. A grande questão aqui não é querer convencer a todos de que o blw é melhor. Afinal, não existe UM melhor. O ponto aqui é mostrar que na verdade o que vem sendo feito tradicionalmente é que está péssimo! É levantar uma discussão sobre como podemos melhorar esse cenário adaptando esses conceitos difundidos através do baby-led weaning à realidade de cada família.

 

Leia mais: Os benefícios da Introdução Alimentar ParticipATIVA

 

E para várias premissas dos BLW existe sim base científica. E eu reuni aqui algumas delas.

Já está mais do que claro que a idade ideal para iniciar a alimentação complementar é aos 6 meses, não antes disso. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, “é apenas a partir dos 6 meses de idade que as necessidades nutricionais do lactente não podem ser supridas apenas pelo leite humano. Também é a partir dessa idade que a maioria das crianças atinge um estágio de desenvolvimento geral e neurológico (mastigação, deglutição, digestão e excreção) que a habilita a receber outros alimentos que não o leite materno”. O bebê de 6 meses tem uma capacidade motora completamente diferente do bebê de 4 meses, idade em que se recomendava (ou se recomenda, pois infelizmente ainda é muito comum ver profissionais fazendo essa indicação) iniciar os alimentos sólidos.

O quadro a seguir mostra como o leite materno se mantém como principal fonte de energia durante os primeiros meses de introdução alimentar, sendo ultrapassado pelos alimentos somente entre 12 e 24 meses. Como o BLW é centrado na auto-alimentação e no início as habilidades motoras limitadas dificultam a ingestão de grande quantidade de alimentos, existe um medo grande por parte de pais e profissionais de que o bebê não vá receber tudo o que precisa. Entender que a transição do leite para o alimento sólido deve ser bem gradativa é fundamental para diminuir as expectativas em relação às quantidades que o bebe vai comer nas primeiras ofertas de comida, evitando frustrações que geram o ciclo de recusa alimentar da criança.

 

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Leia Mais: Recusa, controle e distúrbios alimentares: o efeito bola de neve

 

“Crianças amamentadas desenvolvem muito cedo a capacidade de autocontrole sobre a ingestão de alimentos, de acordo com as suas necessidades, pelo aprendizado da saciedade e pela sensação fisiológica da fome durante o período de jejum. Mais tarde, dependendo dos alimentos e da forma como lhe são oferecidos, também desenvolvem o autocontrole sobre a seleção dos alimentos. E esse autocontrole sofrerá influência de outros fatores como o cultural e social. A prática das mães/pais ou dos profissionais de saúde que adotam esquemas rígidos de alimentação prejudica o adequado desenvolvimento do autocontrole da ingestão alimentar pela criança”.

Esse trecho foi retirado do Guia Alimentar Para Menores de 2 Anos do Ministério da Saúde, reforçando que o bebê é capaz de determinar sozinho a quantidade de alimentos que deve ingerir, através da sua auto regulação de fome-saciedade. O papel dos cuidadores é somente dar oportunidade, através da oferta de alimentos saudáveis e variados. Cabe ao bebê dizer o que e o quanto deseja comer.

A Organização Mundial de Saúde recomenda a “prática da alimentação responsiva, que usa os princípios de cuidados psicossociais ao se alimentar a criança. A prática inclui o respeito ao mecanismo fisiológico de auto-regulação do apetite da criança, ajudando-a a se alimentar até estar saciada, e requer sensibilidade da mãe/cuidador às indicações de fome e de saciedade da criança. Recomenda-se alimentar a criança lenta e pacientemente até que ela se sacie, jamais forçando-a a comer. As refeições devem ser prazerosas, com troca amorosa entre a criança quem a está alimentando, por meio de contato visual, toques, sorrisos e conversa. Se a criança recusar muitos alimentos, pode-se experimentar diferentes combinações, sabores, texturas e métodos de encorajamento não-coercitivos e que não distraiam a criança da refeição. Há evidências de que o estilo mais ativo de alimentar a criança melhora a ingestão de alimentos e o seu estado nutricional, bem como seu crescimento”.

Corroborando isso, um estudo bem recente, publicado agora no início do ano mostra que a alimentação responsiva é associada com melhores hábitos alimentares e uma melhor auto regulação de ingestão energética. Pais que utilizaram práticas alimentares não responsivas e não forneceram uma estrutura de alimentação adequada (tempo, local adequado e envolvimento familiar) relataram maiores dificuldades para que a criança comesse. Ao contrário, as famílias que usavam menos as práticas não responsivas e ofereciam melhor estrutura, relatavam que as crianças aproveitavam mais as refeições e não tinham dificuldade para comer.

Sobre o medo do bebê possa engasgar ao se auto-alimentar, um estudo conduzido por Fangupo e colaboradores (2016) acompanhou mais de 180 famílias divididas entre aquelas que praticavam a auto-alimentação e aquelas que ofereciam a alimentação na colher e concluiu que, desde que se forneça orientação adequada, bebês seguindo a abordagem BLISS (baby-led introduction to solids) não parecem estar sob maior risco de engasgo do que aqueles que seguindo uma prática mais tradicional. Na verdade, em ambos os grupos foram oferecidos alimentos potencialmente perigosos, o que significa que é preciso orientar muito bem os cuidadores a respeito de práticas seguras de alimentação, não importando a abordagem que será empregada.

 

Leia Mais: Prevenindo o engasgo: a escolha do adulto faz toda a diferença

 

É claro que ainda existem questões não respondidas, como a ingestão adequada de micronutrientes, por exemplo. E para isso precisamos de mais estudos específicos com o BLW. Mas já temos o suficiente para mudar as práticas tradicionais e estimular a participação ativa do bebê no processo de introdução alimentar. Então vamos nos unir para incentivar esse tipo de abordagem mesmo que para algumas famílias o BLW não se encaixe. Dá pra fazer muito bem às nossas crianças ainda que elas não comam sozinhas os alimentos inteiros desde o começo. Basta apresentá-los na textura adequada, separados, com calma e respeitando as escolhas do bebê no que diz respeito à o que, quando e em que quantidade ele quer comer.

 

Leia Mais: O conceito de Introdução Alimentar Participativa (IA ParticipATIVA)

Leia Mais: Os 20 passos para a Introdução Alimentar ParticipATIVA – #IAparticipATIVA

 

 

Michelle BentoNutricionista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2008, pós graduada em nutrição clínica funcional pelo Instituto Valéria Pascoal. Atua em consultório e como personal (2)

 

Referências:

MONTE, Cristina M. G.; GIUGLIANI, Elsa, R. J. Recomendações para alimentação complementar da criança em aleitamento materno. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v. 80, p. 131-141, 2004. Suplemento.

DEWEY, KATHRYN G.; BROWN, Kenneth H. Update on technical issues concerning complementary feeding of young children in developing countries and implications for intervention programs. Food and Nutrition Bulletin, v. 24, n.1, p. 5-28, 2003.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para crianças menores de dois anos : um guia para o profissional da saúde na atenção básica / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2 ed. – 2 reimpr. – Brasília : Ministério da Saúde, 2013. 72p.

MONTE, C. M.; GIUGLIANI, E. R. Recommendations for the complementary feeding of the breastfed child. Jornal de Pediatria, v. 80, n.5, S131-S141, 2004.

FINNANE, J. M.; JANSEN, E.; MALLAN, K. M.; DANIELS, L.A. Mealtime Structure and responsive feeding practices are associated with lesse food fussiness and more food enjoyment in children. Journal of Nutrition Education and Behavior. V. 49, N.1, 2017.

FANGUPO, L. J.; HEATH, A. M.; WILLIAMS S. M.; et al. A Baby-Led Approach to Eating Solids and Risk of Choking. Pediatrics. 138(4), 2016.

 

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O que eu aprendi com o BLW, por Dani Zanoni

por Daniela Zanoni

@bb_blw

 

Chegou o tão esperado momento, depois de 6 meses de aleitamento exclusivo, é hora do meu pequeno começar a comer. Há tempos tenho em minha mente como será esse processo. Meu filho em seu cadeirão, provando todos os alimentos, sem reclamar, cada refeição é um momento mágico, como nós nos divertimos. Com o tempo surgem novas habilidades, os talheres são introduzidos, nem sei por que comprei babador, como tudo lindamente, sem derrubar, sem jogar o prato no chão, penso que vou até introduzir faca e talher para peixe.

Ok, acho que idealizei demais a IA do meu filho. Sempre pensei que na introdução alimentar do Thomas quem ia aprender era ele. Porém me enganei, o aprendizado ocorre com todos os envolvidos, pai, mãe, avós (quando juntos). O aprendizado ocorre todos os dias e em cada refeição, requer paciência, pois algumas “lições” levam mais tempo para serem assimiladas. Paciência e respeito são meus mantras, sem eles fica impossível seguir o BLW (e muitas situações em nossa vida).

Já são 8 meses de BLW, e posso dizer que nesse tempo aprendi a deixá-lo explorar, mesmo que isso signifique NÃO COMER NADA, só ficar amassando os alimentos para ver se sai caldo ou pedaço. É assim que eles vivenciam a comida, uma preparação para quando começarem a comê-la. Também aprendi que os talheres devem estar disponíveis, porém não devem ser impostos. Ao observar a família comer, o bebê vai entendendo a função daquela “coisa”, e no tempo dele começará a imitar. Bem, para que o bebê imite, é necessário que ele faça parte desse momento social da família, que são as refeições.

Aprendi a observar as habilidades do meu filho, entendendo assim como devia oferecer os alimentos (palito, pedaço, picado, inteiro), facilitando num primeiro momento, e depois desafiando, mudando a forma de oferecer. Para alguns bebês antes, para outros depois, surge o prazer de comer. Com isso também aprendi que ele tinha preferências, e para os alimentos não tão bem aceitos, era necessário reinventar (preparação, novos temperos).

Um aprendizado não muito legal é quando aquela refeição que você fez com tanto carinho pode não agradar. Aliás, pode nem ser tocada, ou pior, pode tocar diretamente o chão junto com o prato. Nessas horas, uma boa respiração é necessária, um dia no spa também resolve. São muitos os motivos, um dente, salto triplo carpado do pico de desenvolvimento ou simplesmente não está a fim.

Rezar não vai tirar a meia melancia que ele enfiou de uma vez na boca, mas ajuda a acalmar para que eu saiba intervir caso ele não consiga resolver um Gag em 15 segundos, assim como saber realizar a manobra de Heimlich. Aprendi que os benefícios da alimentação saudável de hoje pesarão nas escolhas dele futuramente, e que fica mais difícil a aceitação dele se a alimentação da família não estiver no mesmo “barco”, pois meu prato é uma extensão do dele.

Aprendi que a sujeira faz parte, que um plástico embaixo do cadeirão evita o desperdício, e que no youtube tem um monte de vídeos ensinando a tirar manchas de roupa. Naqueles dias mais difíceis, em que temos vontade de trancar tudo e sair correndo, às vezes às vezes choro um pouquinho, mas depois (antes de fugir), tento pensar que é mais um dia em que estou respeitando o tempo do meu filho. O BLW exige dedicação, mas a recompensa vem no momento em que o bebê estiver pronto, pois o aprendizado é de todos, mas ele é o protagonista, e é ele quem comanda o show.

 

Dani Zanoni, 39 anos, educadora física de formação, é mãe do Thomas, de 14 meses. Seguidora ativa das siglas LM, LD, Cc, BLW e de criação com apego, atualmente compartilha suas experiências  BLW no instagram @bb_BLW.

 

 

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