Quando e como oferecer carnes ao bebê? (BLW e participATIVA)

Por Nutricionista Clara Rodrigues

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Foto: Ana Quesada

No momento da introdução alimentar, muitas dúvidas surgem e a oferta de cárneos sempre gera muita insegurança. Quando posso oferecer carnes? Que carnes oferecer? Como preparar? Como cortar? Espero que esse texto ajude a sanar algumas dessas dúvidas.

A introdução de carnes na alimentação do bebê pode ser iniciada a partir dos 6 meses, junto com os outros alimentos. Muitas pessoas acham que as carnes precisam ser magras, mas não é necessário ter medo de optar por cortes de frango ou carne bovina que tenham mais gordura, pois os bebês têm uma necessidade proporcionalmente maior de gorduras do que o adulto.

Além disso, cortes mais gordurosos costumam ter uma textura menos seca, o que facilita a mastigação e deglutição, principalmente, no início da introdução alimentar. Músculo, acém, paleta, coxinha da asa, sobrecoxa, filé de peixe são ótimas opções para iniciar. As carnes de bode, carneiro, porco e rã (sim, rã!) também podem ser oferecidas, desde o início. Sempre lembrando que é de extrema importância verificar a procedência de qualquer tipo de carne, no momento da compra.

Cortar a carne no sentido transversal das fibras faz com que não se soltem fiapos longos e difíceis de engolir. Oferecer os cárneos no formato de almôndegas ou de hamburguinho (caseiro, claro) facilita para o bebê pegar com a mão, enquanto não tem o movimento de pinça desenvolvido. Misturar a carne triturada com legumes cozidos macios (como abóbora, cenoura ou batata) também pode ser uma opção para facilitar a deglutição, especialmente nos casos em que a carne tiver uma textura mais seca.

À medida que o desenvolvimento do bebê atinge outros marcos, ele aprimora as habilidades motoras globais e orais e, mesmo alimentos mais secos, passam a ser mastigados e deglutidos sem dificuldade. Respeitar as etapas de desenvolvimento do bebê e adaptar a alimentação às habilidades adquiridas é essencial, tanto na introdução dos cárneos como nos outros grupos alimentares. Lembre-se: a meta é que até os 12 meses o bebê esteja comendo a comida da família.

 


Michelle BentoNutricionista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2008, pós graduada em nutrição clínica funcional pelo Instituto Valéria Pascoal. Atua em consultório e como personal die.png

 


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